Resumo
O estudo foi realizado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Boa Vista – RR, com foco em uma mulher de 44 anos diagnosticada com esquizofrenia paranoide. A paciente apresentou sintomas como alucinações auditivas e visuais, além de sensação de perseguição, após um surto desencadeado pela separação do marido e pela vivência em situação de rua por sete anos. Os dados foram coletados a partir do prontuário e da observação clínica durante o acompanhamento realizado pela equipe multidisciplinar. O tratamento integrado e centrado no paciente, com colaboração entre diferentes profissionais de saúde, foi fundamental para sua estabilização clínica e reintegração social. A intervenção farmacêutica, por meio do serviço de farmácia clínica, com acompanhamento contínuo e ajustes terapêuticos, desempenhou papel crucial na melhoria da adesão ao tratamento.
O estudo enfatiza a importância do Projeto Terapêutico Singular (PTS), que busca personalizar o tratamento conforme as necessidades individuais do paciente, especialmente em casos de transtornos mentais. A farmácia clínica, inserida na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), tem um papel essencial no gerenciamento medicamentoso, garantindo tratamentos adequados e individualizados. É importante ressaltar que, devido ao impacto da pandemia e à interrupção de serviços, a atuação da farmácia clínica foi comprometida, prejudicando a continuidade regular do acompanhamento. Como consequência, a usuária apresentou regressão em relação à evolução previamente alcançada. Diante disso, o acompanhamento multidisciplinar foi reiniciado e está sendo adaptado às novas demandas, com o objetivo de promover a reestabilização da paciente e garantir a adesão ao tratamento, retomando os avanços clínicos.