CONTRACOLONIZAÇÃO DA PSICOLOGIA ATRÁVES DAS PERIFERIAS, FAVELAS, ALDEIAS E QUILOMBOS


Autor(es): Jessica das Graças Machado Candido, Alline Aparecida Pereira, Ueslei Solaterrar, Amanda Mara Goytaká, Noeli Godoy Para’i Goytaká

UF/Cidade: Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

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Período: Desde 09/2024

Instituição/Serviço: Centro de Convivência e Cultura da Zona Oeste Fazendo Arte

Público: Trabalhadores e trabalhadoras da RAPS, Família/comunidade, Outro

Articulação com outros setores: Educação e Cultura


Resumo

O projeto tem como princípio as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e da Reforma Psiquiátrica e da atenção psicossocial, por meio da aposta no cuidado em saúde mental em liberdade e respeito à autonomia terapêutica dos indivíduos. O projeto propõe o letramento dos estudantes de psicologia e dos profissionais da RAPS para atender as demandas e diversidades de encontros com as pessoas e suas diferenças, com enfoque para a população negra e indígena.

Por contracolonização, adotamos o entendimento do Nêgo Bispo que visa “todos os processos de resistências de lutas em defesa dos territórios dos povos contracolonizadores, os símbolos, as significações e os modos de vida praticados nesses territórios” (SANTOS, 2015, p.48), territórios como as favelas e periferias, nos quais habitam a maioria da população negra e indígena de contexto urbano; as aldeias indígenas e os quilombos.

Esse projeto se constrói com a Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maracanã, Centro de Convivência e Cultura da Zona Oeste (CECCOZO) Fazendo Arte, Quilombo Dona Bilina e UNISSUAM-RJ. Objetiva integrar a universidade à comunidade externa; nossas ações acontecerão em formato de sermos acolhidas (os) nos territórios afropindorâmicos e, a partir desses encontros, produzirmos perspectivas de acolhimentos em cuidar/cuidados ancestrais direcionados a rede intra e intersetorial das políticas públicas diversas e construção de uma cartografia social de: aldeamentos, aquilombamentos, terreiros de matrizes africanas e demais espaços ancestrais de convivências comunitárias nos territórios do CECCOZO e da Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maracanã.

Palavras-chave: AQUILOMBAMENTO, contracolonização, educação permanente e articulação em rede, Povos indígenas, Saúde Mental

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